• Local: Comunidade Jupuubinha, Moju, Pará
  • Duração: 3 dias
  • Faixa etária: 6 a 14 anos
  • Quantidade de crianças: 18

Para pensar e entender o território é preciso, antes de mais nada, olhar para ele através de sua história e manifestações. Com olhares atentos e sensíveis, as crianças possuem seu próprio entendimento do território. Esse entendimento é proporcional ao quanto foi permitido a elas explorá-lo. 

Nessas oficinas de reconhecimento do território convidamos as crianças a expressarem suas percepções sobre o Jupuubinha através de mapas lúdicos. Essa foi uma oportunidade para que elas pudessem reconhecer em si o potencial de observadoras e agentes ativas do espaço e fortalecendo suas narrativas sobre o território. Para isso, propusemos nos três dias a construção de mapas lúdicos com diferentes temáticas.

No primeiro dia, iniciamos a atividade com uma meditação que conectou crianças com a paisagem local e com os cenários que percorrem cotidianamente. O território de Juupubinha é imerso na natureza e as casas da comunidade ocupam a várzea do Rio Moju e o começo floresta. A partir disso, oferecemos uma base de mapa com referências essenciais – o rio, a escola, e a estrada que conecta a zona urbana e a comunidade – e convidamos as crianças a realizarem o mapeamento natural. Nele as elas identificaram e espacializaram elementos da natureza vegetal e animal presentes na comunidade. 

No segundo dia, propusemos uma reflexão sobre a história do Juupubinha. Chamamos para a atividade 3 lideranças da comunidade que por estarem conectadas com a história da comunidade puderam conversar e responder perguntas sobre histórias e lendas da comunidade. Na produção dos mapas, cada um dos 3 grupos contou com a presença de uma das convidadas para que elas pudessem ajudar as crianças no mapeamento. De histórico os mapas passaram a contar histórias, evidenciando o interesse e imaginário lúdico das crianças que nos ensinou muito sobre o folclore brasileiro.

O mapeamento afetivo foi realizado no terceiro dia, quando as crianças já estavam familiarizadas com os mapas e a representação dos elementos do território. Com uma nova base, acrescidos elementos que as crianças identificaram como importantes como os igarapés e a igreja, elas ficaram livres para trazerem para o mapa o que para elas é importante. O resultado foi um mapeamento que reuniu elementos dos outros mapas e acrescentou as casas e seus moradores, as vendinhas, as galinhas e porcos do quintal. Finalizamos esse dia com uma confraternização entre adultos e crianças da comunidade, os participantes de projeto A Casa de Açaí e o CoCriança. Celebramos com a produção de uma Árvore dos Sonhos do Jupuubinha, um açaizeiro. As folhas da árvore foram entregues aos participantes que escreveram seus sonhos para comunidade.