• Local: FAU-USP
  • Data: 21/11/2018
  • Duração: 6 horas
  • Quantos participantes: 85 pessoas

Buscamos, com essa roda de conversa, conhecer, nos aproximar e criar uma rede de trabalhos que buscasse dar voz e ouvir às crianças na cidade, possibilitando a elas experiências completas nesse espaço, por excelência, educador.

Trabalhamos os tempos da infância que se inscrevem em nossa memória, não apenas como surpreendentes lembranças, mas como etapa essencial de nossa existência. Diante disso, o convívio com a cidade torna-se um elemento de grande importância, possibilitando o desenvolvimento da vida pública e o contato com as construções políticas, sociais e culturais que se dão nos espaços urbanos e na sociedade em que elas estão inseridas, estabelecendo, assim, relações e aprendizados informais que se somam e se complementam. 

Essa educação, que acontece nos variados espaços e tempos da vida social, traz uma aproximação que nos humaniza. Porque vivemos e aprendemos sempre, de maneiras diferenciadas, em todos os espaços das cidades por onde passamos, onde nos criamos, crescemos e vivemos experiências que nos formaram e criaram nossas identidades enquanto sujeitos históricos.

Olhamos para nossa cidade visando entender onde estão as crianças nela, quais são seus espaços e pensar qual a melhor forma de fazer com que sua presença e ocupação seja cada vez maior, mais presente e significativa, fazendo ecoar sua voz em nosso espaço urbano.

Foi um grande momento de troca e aprendizado, de fortalecimento para nós e as nossas crianças, tão esquecidas em nossa cidade. Assim, realizar essa roda de conversa foi trazer para pauta reflexões que fortalecessem as discussões dos espaços urbanos enquanto lugares potenciais para se viver a infância.  

As convidadas que participaram de nosso encontro foram Ana Gonzatto (Universidad de Barcelona), Paula Martins (FAU USP), Professora Márcia Gobbi (FE-USP), Professora Catharina Pinheiro (FAU-USP), Paula Mendença (Instituto Alana),  Franciele Busico Lima (Instituto Singularidades), Co-Criança (FAU-USP), que nos possibilitaram ver a criança na cidade sob lentes diversas. O seminário foi transmitido ao vivo por meio de uma live. 


Além disso, garantimos o direito das crianças – filhas dxs participantes – a frequentar este espaço público da Universidade de São Paulo, e também garantimos o direito a participação no evento de seus responsáveis, que repetidas vezes no quotidiano são privados de espaços não pensados para crianças. Oferecemos para as crianças uma sala ao lado do auditório onde realizamos atividades lúdicas relacionadas ao direito à cidade, usando nossa metodologia. As crianças criaram, por meio de maquete, a cidade com a qual sonhavam, e pediram para apresentá-la ao final do seminário. Elas nos contaram o quanto é importante valorizar os nossos espaços, uma vez que eles são nossos.