Nascemos em Março de 2017, a partir de um trabalho realizado em uma disciplina mista da FAU-USP de Paisagismo e Planejamento Urbano no território da Brasilândia. Tivemos a oportunidade de escolher a temática que fosse do nosso interesse, e ali iniciamos o processo de projeto participativo com as crianças do CCA Elisa Maria. Atentas para a ausência da participação infantil na discussão de planejamento urbano, bem como a ausência da temática da cidade nas instituições de educação, identificamos a necessidade de um canal de diálogo entre arquiteto, urbanista, educador e a criança, de modo a construir coletivamente uma cidade mais acolhedora e amistosa. Com o sonho de expandir nossas ações para além da Universidade, nos consolidamos enquanto projeto de Cultura e Extensão. Pudemos, então, aprofundar nossas inquietações e desenvolver nossa metodologia, sistematizando nossas ações em um projeto replicável, que se propõe a concretizar o impacto social na comunidade. Participamos do Desafio Mobiliza Breton e do Programa Hangar, aceleração de negócios de impacto social, que nos ofereceram uma visão global sobre o alcance que poderíamos atingir.

Abrimos o nosso trabalho “para o mundo”, no seminário “Onde estão as crianças na cidade?” e ampliamos assim a nossa rede de apoio. Além do desenvolvimento do projeto da Brasilândia, passamos a atuar também na Vila Anglo e a realizar oficinas e apresentações pontuais em seminários de outras iniciativas. Hoje, com duas praças concluídas, seguimos com nosso sonho e nos consolidamos enquanto coletivo que atua em prol de promover experiências a fim de ouvir a voz das crianças e potencializar sua atuação na construção das cidades.