• Local: Escola Pedro Nery, Moju, Pará
  • Duração: 3 dias
  • Faixa etária: 6 a 12 anos
  • Quantidade de crianças: 30

Nesta oficina trabalhamos o imaginário da criança na temática do morar, instigando uma reflexão sobre formas de morar que elas conhecem e imaginam. Além disso, trazemos atividades sobre as redes e dinâmicas que possibilitam essas construções, de forma que as crianças entendam melhor a lógica de transportes e trocas de materiais construtivos em território nacional e estadual.

A oficina foi parte da Imersão 2020 do grupo de pesquisa “A casa de Açaí”, onde alunos da USP e UEPA foram para Moju realizar uma pesquisa sobre questões geográficas e sociológicas do território. 

Antes das atividades descritas, conduzimos conversas sobre pesquisa em campo e o olhar fenomenológico para os estudantes universitários e de ensino médio participantes da imersão e, junto deles, produzimos maquetes de casas usando as diferentes formas de construção utilizadas em Moju – madeira, alvenaria, mista (madeira com alvenaria nas áreas molhadas) e taipa.

No primeiro dos 3 dias de oficina com as crianças, replicamos a oficina “reconhecendo o território” e, através de um mapeamento afetivo mapeamos com elas a área urbana de Moju. Nessa oficina elas puderam identificar onde moram e quais são os lugares mais importantes que se apresentam em seus percursos diários.

No segundo dia aprofundamos o imaginário do morar, apresentamos as maquetes produzidas pelos alunos do grupo de pesquisa e conduzimos uma conversa sobre as possibilidades e limitações de cada forma de morar. Elas também puderam identificar a tipologia de suas casas, amigos e familiares, refletindo sobre as sensações físicas e emocionais de habitar cada tipo de casa. Logo depois, com a discussão em mente, elas desenharam qual seria a casa dos seus sonhos.

No terceiro dia realizamos uma gincana, que tinha como objetivo ilustrar as redes e as dinâmicas que estão por trás da materialização do morar. Com entendimento do território feito no primeiro dia, introduzimos a elas toda a discussão feita pelo grupo de pesquisa sobre importação e exportação de material de construção, os impactos ambientais e de comércio local através de uma gincana 

O resultado foram maquetes com soluções construtivas muito bem pensadas e reflexões fundamentadas sobre o processo construtivo e de transições do morar que hoje acontece no território de Moju.